Implante dentário total: é possível implantar todos os dentes?

implante dentário total pode ser feito
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A perda dentária é um mal ainda muito presente no país. De acordo com uma pesquisa feita pelo IBGE e pelo Ibope em 2017, 16 milhões de brasileiros vivem sem nenhum dente. Além disso, 39 milhões utilizam próteses. O uso delas, aliás, tem se tornado mais acessível e, quando bem-feita, afeta positivamente a autoestima. Mas será que é possível fazer o implante dentário total?

Se você teve perda total dos dentes e não quer mais usar a dentadura convencional, descubra agora se é possível fazer implante dentário total:

É possível fazer implante dentário total?

Sim. Esse implante total pode ser feito tanto na arcada superior quanto na inferior. Portanto, para quem perdeu todos os objetos dentários, é uma ótima pedida, além de mais segura que a dentadura convencional  — que pode cair quando não fixada corretamente.

É uma cirurgia, no entanto, um pouco mais demorada, já que o cirurgião-dentista fará uma série de inserções na gengiva para a colocação dos implantes e, posteriormente, das próteses. Portanto, é preciso conversar com o paciente e explicar tudo o que está envolvido no procedimento.

Por que escolher o implante dentário total em vez da dentadura convencional?

As dentaduras apoiam-se na gengiva, um tecido macio. Com isso, ela sofre facilmente com cortes e feridas causadas por esse uso. Além disso, por ser móvel, ela não oferece total segurança ao paciente. Com algum descuido, pode se mover ou cair.

Outro problema comum é que, dependendo do profissional responsável, a dentadura móvel não se parece com uma arcada dentária natural.

Já os implantes dentários se integram ao osso, não causam dor na mucosa, oferecem mais estabilidade e potência mastigatória (e, com isso, ajudam o paciente a se alimentar melhor). A melhor fixação também oferece mais naturalidade ao sorriso. Por fim, o indivíduo acaba adquirindo mais autoconfiança — principalmente, para sorrir.

E por que isso acontece? Primeiramente, porque as próteses serão fixas; segundo, porque elas não usarão a gengiva como suporte e sim o implante.

Resumindo, os benefícios são: 

  • o implante é confeccionado com ligas puras de titânio. Por isso, é biocompatível com o osso das arcadas dentárias;
  • pode suportar até mesmo as elevadas cargas mastigatórias encontradas em indivíduos com bruxismo severo;
  • mais naturalidade (as próteses podem ser confeccionadas com porcelana ou zircônia);
  • as próteses são menos extensas, pois não cobrem o palato. Com isso, diminuem enjoos causados pelo incômodo;
  • melhora a percepção do sabor dos alimentos;
  • menos dores e cortes frequentes em gengivas;
  • mais conforto e estabilidade ao mastigar;
  • durabilidade maior;
  • melhoria na dicção.

Qual a diferença entre implante e prótese?

Implante e prótese são complementares, e não sinônimos.

O implante dentário é o pino de metal (geralmente, de titânio) inserido no maxilar (tanto na maxila quanto na mandíbula) para substituir a raiz do dente perdido. Já a prótese é o objeto que vai substituir o dente natural.

Resumindo, o implante é a estrutura onde o novo dente (a prótese) será colocado.

Quantos implantes são necessários para a colocação de próteses em toda a arcada dentária?

Depende do tipo de trabalho que será feito. Em geral, são colocados, no mínimo, seis implantes na parte superior e dois na inferior. Isso se dá porque a maxila é mais sensível, enquanto a mandíbula é mais resistente. Além do mais, a proximidade com nariz, seio maxilar e maior perda óssea, aumentam a complexidade da cirurgia.

Por fim, o tipo de prótese também varia conforme essa quantidade.

Todas as pessoas podem fazer implantes dentários?

Não. Por isso, o paciente precisa passar por uma avaliação prévia com o implantodontista (cirurgião-dentista especializado nesse tipo de procedimento). Além do mais, o empecilho pode ser temporário — dependendo do caso, o paciente poderá fazê-lo em poucos meses ou até menos. 

Quem perdeu os dentes há muito tempo, por exemplo, também perdeu densidade óssea na região. Portanto, precisará passar por um procedimento prévio ou em conjunto com o implante dentário total, chamado de enxerto ósseo. Exames complementares são necessários nesses casos, como a tomografia.

O que importa, claro, é que esteja em boas condições de saúde.

Como é feito o enxerto ósseo?

O enxerto ósseo repõe a massa perdida com a perda de dente e o tempo decorrido entre ela e a colocação de próteses. Com isso, garante mais firmeza aos implantes e naturalidade ao sorriso. Além disso, estimula a regeneração óssea.

Quando feito em conjunto com o implante, os pinos são colocados diretamente no maxilar. Conforme o osso natural vai crescendo, ele absorve o material do enxerto, resultando em uma região totalmente integrada ao novo osso.

Depois da cirurgia de enxerto, o paciente precisa aguardar de 4 a 6 meses para que haja essa integração. No entanto, esse tempo costuma variar, dependendo do local que receberá os pinos. Depois, mais uma cirurgia — agora sim, para ligar os implantes ao maxilar. Para isso, o implantodontista removerá a gengiva que cobre o pino e colocará a prótese no local.

Como é realizada a cirurgia?

Existem dois principais tipos de implante dentário total:

Implante dentário total com prótese protocolo

É o tipo de implante dentário em que são colocados de 4 a 8 pinos para sustentar uma prótese fixa total. Ela é parafusada, portanto apenas o implantodontista pode fazer a remoção. 

O implante com prótese protocolo tem diversas vantagens: é uma excelente alternativa para quem deseja fugir de vez das dentaduras, traz um resultado mais natural e, por isso, é considerado mais bonito.

No entanto, a higienização não é tão fácil. Portanto, o paciente precisa seguir todas as orientações do implantodontista para a limpeza correta. 

Implante dentário total com prótese overdenture

Este é o tipo de implante móvel, mas que continua oferecendo muito mais segurança ao paciente do que uma dentadura convencional.

A diferença aqui é que o implantodontista coloca um encaixe em uma barra que vai conectar a prótese ao implante. Portanto, o paciente tem muito mais segurança, retenção, naturalidade e conforto — já que, mesmo sendo removível, não há perigo de que ela saia do lugar mesmo durante as refeições.

A prótese overdenture demanda, em média, de 2 a 6 implantes. Durante a cirurgia, o implantodontista posiciona os pinos sob a gengiva. Depois, encaixa os dentes artificiais. 

Uma das vantagens da remoção é que o paciente pode fazer uma higienização mais correta e completa. Na hora de recolocar a prótese, é só apertar os botões de pressão, que ela automaticamente trava.

A prótese overdenture não deixa de ser um tipo de dentadura, mas muito mais vantajosa que a convencional. 

Além de ser um procedimento mais rápido, o implante com prótese overdenture também costuma ser um pouco mais em conta que o método protocolo. 

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