Saiba o que é preciso fazer antes de colocar o aparelho ortodôntico

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A necessidade de colocar aparelho ortodôntico está se tornando cada vez mais comum. Existem alguns fatores que concorrem para isso, mas o fato de o povo brasileiro originar de uma mistura entre grupos étnicos faz com os indivíduos, muitas vezes, apresentem malformações nos dentes, o que pode, com o passar dos anos, provocar problemas na mastigação, entre outros.

Além disso, o aparelho fixo tem se tornado cada vez mais acessível financeiramente falando. No entanto, esse tipo de tratamento exige que alguns cuidados sejam tomados pelos dentistas antes que ele se inicie para evitar complicações.

Neste artigo, vamos mostrar o que é preciso fazer antes de colocar aparelho ortodôntico e quais os cuidados necessários com ele. Então, se você pretende ter um sorriso mais saudável, não deixe de ler!

Quais são os documentos ortodônticos?

Documentos ortodônticos são os exames, entre outros itens, necessários para que o tratamento possa ser iniciado. É por meio deles que o profissional saberá se é realmente a hora de colocar o aparelho fixo ou se é preciso aguardar mais um pouco. Entre os exames que resultam nesses documentos, estão:

Anamnese

A anamnese é o primeiro passo para colocar o aparelho. O ortodontista fará uma avaliação completa com algumas perguntas sobre o seu dia a dia, se apresenta dificuldade na mastigação, os motivos que o levaram a decidir pelo tratamento (caso não tenha sido uma recomendação profissional), entre outras questões relacionadas não apenas à saúde da boca, mas à saúde de uma forma geral.

Será necessário realizar também um exame físico, pelo qual o dentista fará uma análise completa dos dentes e da estrutura óssea do rosto do paciente. Por meio dele, é possível determinar quais são os próximos passos, assim como o número de dentes existentes na boca.

A higiene bucal também será minuciosamente avaliada, uma vez que não é possível dar início ao tratamento ortodôntico caso haja a presença de gengivite, tártaro ou outros problemas dessa ordem. Portanto, pode ser necessário tratar todas essas questões antes de iniciar o uso do aparelho.

Exames de imagem

Os exames de imagem são essenciais nesse processo. Por exemplo, a radiografia panorâmica da boca é muito importante, pois é por meio dela que o profissional poderá ver se todos os dentes estão na posição correta ou mesmo se há alguma cárie presente, sinais de inflamação, alguma restauração que precise de reparos, entre outros aspectos relevantes.

Esse exame ainda permite identificar se há ou não algum dente incluso, ou seja, que mesmo depois da formação completa, não fez a erupção como os outros. Além disso, a panorâmica verificar se há ou não a presença do terceiro molar, também conhecido como siso ou, mais popularmente falando, o “dente do juízo”. Mas não é porque ele está presente que deve ser feita a extração. Cabe ao dentista analisar a posição dele para determinar se a extração é ou não necessária.

Já a radiografia periapical consegue deixar claro se o paciente apresenta algum problema nas raízes dos dentes incisivos, que são os da frente.

O que fazer em seguida?

Depois de completar todos esses exames e finalmente ter o aparelho ortodôntico colocado, dá-se início a uma etapa que exige muita paciência. A média de tempo de tratamento com o aparelho fixo é de dois anos, mas esse tempo também dependerá do paciente que precisa comparecer a todas as manutenções necessárias a fim de que o tratamento corra como o esperado.

A decisão de colocar aparelho ortodôntico traz benefícios que vão muito além da estética. A saúde bucal e do corpo todo vai ser impactada, trazendo bem-estar geral ao paciente. Então, converse com seu dentista, veja se há necessidade de aderir a esse tratamento!

Mas, se você for uma pessoa mais discreta e preferir o aparelho fixo invisível, descubra quais são as vantagens desse tipo e como encontrá-lo em SP!

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Drª Talitha

A Drª Talitha de Cássia Silva Sousa tem 7 anos de atuação na área de odontologia e mais 9 anos de dedicação a área de prótese e reabilitação. Graduou-se em 2011 pela Faculdade de Odontologia de São José dos Campos — UNESP. Em 2014 tornou-se Mestre em Odontologia Restauradora, Especialidade de Prótese Dentária por meio do Programa de Pós-graduação do Instituto de Ciência e Tecnologia campus de São José dos Campos. Desde 2017 cursa Especialização em Ortodontia por meio da Instituição Ortogeo em São José dos Campos, unidade de ensino FACSETE — Faculdade de Tecnologia de Sete Lagoas.
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