O envelhecimento nos faz perder os dentes?

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Os dentes têm um papel importantíssimo quando o assunto é se sentir bem e manter a autoestima em dia. Nada mais natural, já que ficam em evidência e são observados por muitas pessoas ao decorrer da vida.

Por essas e outras, perder os dentes soa como um verdadeiro desespero para muitas pessoas. Ainda assim, muitas delas não sabem por que isso acontece e se o envelhecimento tem uma relação com isso.

Será que a chegada da idade interfere no enfraquecimento e aumenta as chances de uma possível queda? Para entender mais sobre o assunto, não deixe de ler o post de hoje até o final.

Afinal de contas, por que os dentes caem?

É bom entender que existem vários fatores que podem influenciar na queda dos dentes. Como eles não têm um “prazo” de validade, o ideal é que os cuidados preventivos fizessem com que os dentes permanecessem firmes por toda a vida.

Ainda assim, muitas pessoas não procuram o tratamento adequado por vários motivos. Entre eles está a falta de tempo, medo e até mesmo desconhecimento dessa necessidade.

Sabendo disso, a prática de perder os dentes pode acontecer por vários motivos — sendo que vários deles podem ser tratados ou prevenidos. Por isso é muito importante investir em conhecimento e medidas preventivas que protejam os dentes, gengivas e ossos.

O que pode favorecer a perda de dente?

Se você não sabe muito bem o que pode favorecer a perda de dentes, conheça agora alguns fatores que podem influenciar (e muito) essa realidade.

Bruxismo

Para quem não sabe, o bruxismo é o hábito de ranger e apertar os dentes. Ele normalmente acontece por causa de má oclusão e/ou estresse, mas outros fatores também podem interferir.

De uma forma geral, a prática acontece durante o sono, mas em casos mais isolados pode também acontecer durante o dia.

Entre os sintomas, é comum as pessoas relatarem dores de cabeça, enxaqueca e até mesmo perda dos dentes depois de algum tempo. Isso acontece porque a prática desgasta a estrutura óssea e ajuda a amolecer os dentes. Por isso é importante que a pessoa tenha uma vida mais leve para evitar os efeitos.

Outra alternativa para preservar a dentição envolve o uso de placas de mordida que ficam na arcada dentária e preservam os dentes.

Periodontite e gengivite

Essas duas doenças são evolução da gengivite — uma inflamação que começa na gengiva, mas pode afetar alguns dentes e ossos. Os primeiros sintomas envolvem uma alteração na cor e sangramento recorrente da região, então é bom ficar de olho para perceber qualquer mudança.

Quando não é devidamente tratada, a periodontite e gengivite podem afetar os ossos e comprometer a sustentação dos dentes. O resultado disso é uma propensão maior para a queda.

Mau posicionamento dos dentes e traumas de impacto

Os dentes mau posicionados também podem favorecer a queda. Quando existe mordida cruzada ou dificuldades na hora de encaixar a arcada, então existe também uma chance maior de causar fraturas, retração gengival e até mesmo perder os dentes. Essa situação pode ser contornada com placa de mordida e o uso de aparelhos ortodônticos.

Os traumas de impacto representam outra situação, mas também podem movimentar os dentes. Além disso, essa situação tem uma relação direta com o volume de ossos que ficam na mandíbula (e que tem um papel indispensável na sustentação dos dentes).

É bom ficar atento, pois muitos desses traumas passam desapercebidos e nem sempre são notados de imediato. Qualquer impacto que afete a raiz merece atenção, pois pode deformar o osso e fazer com que ele não fique tão saudável. Portanto, esteja atento e preserve sua saúde bucal!

Os idosos têm mais chances de lidar com essa situação?

Não é raro encontrar pessoas mais velhas que tiveram que recorrer a dentaduras ou implantes dentários para completar o sorriso. Pois bem, esse grupo tem mesmo uma tendência maior para lidar com algumas condições que favorecem a perda de dentes.

Entre as principais delas podemos citar um enfraquecimento natural da estrutura óssea, da mesma forma que acontece em outras regiões o corpo. Pessoas mais velhas estão mais propensas a lidar com a osteoporose e outros tipos de desgaste.

Somado a isso, podemos citar também uma dificuldade maior para manusear as coisas e controlar as situações, um ponto que dificulta a higienização bucal.

Outra questão que pode interferir na saúde bucal é a falta de conhecimento, ou seja, muitas pessoas das gerações antigas não sabem a importância desse cuidado. Esse grupo demora mais para ir ao dentista, o que acaba fazendo com que os problemas se desenvolvam.

Como perder os dentes pode impactar minha vida?

Se você ainda não está totalmente convencido da importância dos dentes no seu dia a dia, então é bom saber que sua vida pode ser transformada. A mastigação é o primeiro ponto, mas que interfere em vários outros, como dificuldade de digestão e problemas intestinais.

E não é só isso: a perda de dentes também pode provocar dificuldades de fala, infecções e risco maior de desenvolver outras doenças graves.

Para fechar, não poderíamos deixar de falar da questão estética e autoestima. Esses pontos podem ser diretamente influenciados pela falta de dente, pois muitas pessoas ficam com vergonha de sorrir e conversar.

O que fazer para evitar a situação?

Por isso, tenha em mente que a prevenção é a melhor forma de evitar as temíveis perdas. A higienização deve ser completa (com fio dental e enxaguante), além de acontecer de forma conjugada a visitas periódicas ao dentista.

Além disso, evite alimentos com muito açúcar e carboidratos. Um cardápio equilibrado e com produtos que não são metabolizados por bactérias na boca podem ser uma ótima alternativa.

Depois de ler esse post e ter um panorama completo de como o envelhecimento pode nos fazer perder os dentes, esteja atento e previna a situação. Os cuidados fazem toda diferença e farão com que seus dentes fiquem saudáveis por mais tempo.

Caso precise de uma clínica séria para cuidar da sua saúde bucal, então entre em contato com a Qualimplan. Estamos aqui para ajudar você a ter um sorriso bonito e saudável!

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Drª Talitha

A Drª Talitha de Cássia Silva Sousa tem 7 anos de atuação na área de odontologia e mais 9 anos de dedicação a área de prótese e reabilitação. Graduou-se em 2011 pela Faculdade de Odontologia de São José dos Campos — UNESP. Em 2014 tornou-se Mestre em Odontologia Restauradora, Especialidade de Prótese Dentária por meio do Programa de Pós-graduação do Instituto de Ciência e Tecnologia campus de São José dos Campos. Desde 2017 cursa Especialização em Ortodontia por meio da Instituição Ortogeo em São José dos Campos, unidade de ensino FACSETE — Faculdade de Tecnologia de Sete Lagoas.
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