Como ajudar a criança a perder o medo de dentista?

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Ter medo de dentista não é raro. Para se ter uma ideia, existem estudos que mostram que até 25% das pessoas sofrem desse tipo de fobia. Essa é uma condição que pode trazer diversos problemas para a saúde bucal por ter consequências a longo prazo.

A boa notícia é que, no caso das crianças, esse tipo de ansiedade não é permanente e é possível reverter o problema com a ajuda dos pais. Ficou interessado? Então, continue a leitura!

Entenda que o medo de dentista prejudica a saúde bucal

Embora seja uma condição mutável, o medo de dentista precisa dos estímulos certos para ser superado. E isso precisa ser feito o quanto antes, pois a fobia pode prejudicar muito a manutenção da saúde bucal da criança. Sem os cuidados ideais, ela fica mais propensa a:

  • perder dentes;
  • desenvolver cáries dentárias;
  • não atuar para prevenir doenças;
  • não aderir a tratamentos odontológicos, quando necessários.

Diante desse cenário, é importante detectar os primeiros sinais da chamada ansiedade dentária em crianças e usar estratégias para diminuí-la, conforme veremos no próximo tópico.

Siga essas quatro dicas importantes

É claro que o tratamento do medo vai depender de uma ação conjunta entre os pais e o dentista. Entretanto, aqui, focaremos no que você pode fazer para ajudar seu filho a superar essa condição. Confira abaixo!

1. Leve ao dentista desde cedo

Segundo a Associação Brasileira de Odontopediatria, a primeira visita ao dentista deve acontecer no primeiro ano de vida do bebê. Parece cedo, mas não é!

Antes mesmo de os primeiros dentinhos aparecerem, os cuidados já devem ser um hábito dos pais e das crianças. Além dos inúmeros benefícios para a saúde bucal, quanto antes a criança tiver contato com esse profissional, maiores serão as chances de ela se acostumar com ele.

2. Nunca assuste a criança

“Não coma mais doce ou terei que levar você ao dentista!” Você já falou isso em algum momento para o seu filho? Esse tipo de frase é prejudicial para o desenvolvimento de relação entre as crianças e os dentistas, pois faz uma associação negativa — o dentista e o consultório se tornam castigos. Então, evite:

  • usar o dentista como uma ameaça;
  • contar experiências negativas sobre dentistas;
  • referir-se ao dentista com frases que deixam a criança em estado de alerta (por exemplo, “não vai machucar”).

3. Fale sobre a importância de cuidar dos dentes

Agora que já acertamos qual deve ser o tom das conversas sobre dentistas é preciso ter atenção ao conteúdo também. Assim, converse sempre com seus filhos sobre os benefícios das visitas aos dentistas: reforce a necessidade de cuidar da saúde como um todo, mostre que é algo comum na vida das pessoas, lembre que é legal ter dentes fortes, entre outras atitudes positivas.

4. Esteja preparado para as manhas

Mesmos com todos os cuidados anteriores, os pais precisam estar preparados para o caso de a criança fazer manha. A reação é normal se pensarmos que ala estará em um ambiente novo, com equipamentos que podem dar medo e pessoas, até então, desconhecidas.

Neste momento, não se preocupe tanto, pois a equipe profissional está acostumada com essas reações e saberá guiar o atendimento.

Procure um profissional especializado em crianças

É importante que o primeiro contato da criança com a Odontologia seja com o profissional preparado para lidar com crianças, que é o odontopediatra, pois ele está capacitado para orientar quanto a:

  • a aplicação do flúor;
  • a técnica de escovação;
  • o tipo de creme dental;
  • o tipo de escova;
  • o uso de fio dental.

Cabe lembrar que os pais que levam seus filhos ao odontopediatra recebem orientações específicas para evitar que as crianças sofram com o medo de dentista.

Então, quer saber qual é o momento exato de fazer essa visita? Acesse o nosso conteúdo sobre quando levar crianças ao dentista e confira!

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Drª Talitha

A Drª Talitha de Cássia Silva Sousa tem 7 anos de atuação na área de odontologia e mais 9 anos de dedicação a área de prótese e reabilitação. Graduou-se em 2011 pela Faculdade de Odontologia de São José dos Campos — UNESP. Em 2014 tornou-se Mestre em Odontologia Restauradora, Especialidade de Prótese Dentária por meio do Programa de Pós-graduação do Instituto de Ciência e Tecnologia campus de São José dos Campos. Desde 2017 cursa Especialização em Ortodontia por meio da Instituição Ortogeo em São José dos Campos, unidade de ensino FACSETE — Faculdade de Tecnologia de Sete Lagoas.
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